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Moda e Celebridades
Em tempo de crise, as grandes extravagâncias fazem parte do passado. Mas para matar saudades da altura em que se ia até às principais capitais da moda propositadamente para comprar uns trapinhos, os nossos famosos aproveitam agora as férias para trazer peças das melhores ‘griffes' muito mais baratas...
Embarcar de malas vazias e voltar com elas cheias de coisas novas é o sonho de muitos comuns mortais mas só está acessível a algumas bolsas. Em Portugal, fazer compras no estrangeiro faz parte dos hábitos de algumas caras conhecidas, que não perdem a oportunidade de intensificar o prazer das viagens com a aquisição de novas peças para o guarda-roupa.
Embora ‘o hábito não vista de monge', apenas as figuras públicas - as maiores fortunas do País pertencem a cidadãos anónimos -, nomes como Cristina Möhler, Carla Baía, Herman José, Manuel Luís Goucha ou Zulmira Ferreira, fazem parte da clientela com passaporte português das ruas mais caras de Nova Iorque, Milão ou Paris.
Apesar de jurar a pés juntos que não gasta rios de dinheiro em roupa cara, quando vai ao estrangeiro Cristina Mohler não resiste e acrescenta sempre um novo ‘modelito' ao seu guarda-fatos. Os vestidos são uma das maiores tentações para a mulher de Paulo Sousa, que já comprou peças únicas além-fronteiras. As criações acabam por ser usadas em galas especiais, em que a ex-apresentadora acaba quase sempre por ser considerada uma das mulheres mais elegantes da noite. "Adoro vestir-me bem e tenho, de facto, vestidos lindos, mas nunca faço grandes extravagâncias. Hoje em dia, é um atentado gastar balúrdios em roupa. Não me considero uma fas-hion victim", conta Cristina, que tem em Milão, Paris e Brasil os seus mercados de eleição. "No Brasil há lojas fantásticas. Sempre que vou lá encontro peças lindas, mas também há que dizer que hoje em dia temos estilistas excelentes em Portugal, como a Ana Salazar, e não há tanta necessidade de ir ao estrangeiro comprar roupa", conta Cristina, que se recusa a dizer qual o valor mais elevado que já deu por um vestido.
O exemplo é seguido por José Castelo Branco, que não se importa de dar a volta ao Mundo para encontrar as suas marcas de eleição. Os destinos das compras são tão variados como "Nova Iorque, Paris, Áustria, Itália, Roma ou Londres", o preço a pagar para não correr o risco de encontrar alguém com uma roupa igual na mesma festa. "Em Portugal o mercado é muito limitado e as coisas nem sempre chegam às nossas lojas. Por exemplo, uma vez vi umas botas lindíssimas da Prada, de salto alto, em Nova Iorque, que acabei por não trazer por achar que existiam em Portugal, mas quando cá cheguei não havia na cor que pretendia", explica José Castelo Branco. No entanto, o ‘marchand' garante que não se desloca propositadamente ao estrangeiro para renovar o guarda-roupa. "Compro quando vou de férias ou viajo por questões profissionais . Nessas alturas, tanto aproveito as promoções como trago as novidades da estação das minhas marcas preferidas: a Chanel, a Dior e a Christian Lacroix. Sou contra as imitações e, ao contrário da maioria das figuras da televisão, não tenho uma marca que me vista e uso sempre o meu próprio guarda-roupa". Apesar de, por vezes, gastar uma verdadeira fortuna em roupa, José Castelo Branco recusa-se a falar de valores, por considerar tal atitude uma "falta de respeito pelo próximo, mau gosto e novo-riquismo".
Quase todas as figuras públicas que compram no estrangeiro se recusam a revelar qual a maior extravagância que cometeram além-fronteiras mas há quem admita poupar sempre que vai às compras fora de Portugal. É o caso da ex-mulher de João Pinto, Carla Baía, que aproveita o facto de ter uma loja para comprar directamente às marcas. Talvez por isso, aproveita para renovar o guarda--roupa sempre que vai a Milão, Paris ou Barcelona. "Milão é, sem dúvida, a cidade onde mais gosto de comprar roupa. Há marcas lá que, apesar de não serem muito conhecidas, têm coisas fantásticas", conta a relações públicas, que admite já ter perdido a cabeça... por malas. "As da Louis Vuitton são a minha perdição. De resto, não sou fiel a uma só marca: gosto da Gucci e da Prada".
Fonte: Correio da Manhã
